Resposta curta
O Instagram é uma montra: mostra o trabalho a quem já te segue ou te descobre lá. Uma página própria dá-te um endereço que controlas, onde podes explicar o serviço e organizar pedidos. Se todos os teus clientes chegam por recomendação e por mensagem, o Instagram pode chegar. Se queres dar informação estável a quem ainda não te conhece, considera uma página própria.
O que o Instagram faz bem
Mostra trabalho visual com pouco esforço, cria relação com quem já te conhece e permite que clientes satisfeitos te recomendem com um clique. Para cabeleireiros, estética, fotografia, pastelaria ou decoração, é muitas vezes o primeiro sítio onde um cliente vê o que fazes.
Não é pouco. Se funciona para ti, não o largues.
O que o Instagram não faz
- Dá-te menos controlo sobre a pesquisa. Pela minha experiência, quem procura um serviço local no Google encontra frequentemente sites e perfis de empresa no mapa. O que aparece varia com a pesquisa e não há garantia de que a tua página fique à frente de um perfil de Instagram.
- Não organiza pedidos. Os pedidos chegam por mensagem privada, misturados com conversas, e cada um vem com informação diferente.
- Não é teu. A conta pode ser bloqueada, pirateada ou perder alcance de um dia para o outro por mudanças que não controlas.
- Não responde a perguntas práticas. Preços, zona, horários e como marcar ficam espalhados por destaques e legendas que pouca gente lê.
Sinais de que já precisas de uma página
- Respondes às mesmas perguntas por mensagem várias vezes por semana.
- Clientes dizem «procurei-te no Google e não te encontrei».
- Queres trabalhar com empresas ou clientes que pedem um site para confiar.
- Os pedidos perdem-se entre conversas.
- Já perdeste o acesso a uma conta ou tens medo de perder.
Os dois juntos
O que funciona melhor para a maioria dos negócios pequenos é simples: o Instagram mostra o trabalho e leva ao site; o site explica, responde às dúvidas e recebe o pedido organizado. O link na biografia deixa de apontar para uma lista de links e passa a apontar para a página que converte.
Não precisa de ser um site grande. Uma página com o que fazes, para quem, onde, preços de referência e um formulário já resolve a maior parte.
Um exemplo
A Marta é uma fotógrafa de família imaginada para este artigo. Tinha um Instagram com bom alcance, mas os pedidos vinham por mensagem sem data, sem local e sem ideia de preço. Criou uma página com três pacotes, valores de referência e um formulário. O link da biografia passou a levar lá. As mensagens continuaram, mas agora terminam com «vê os pacotes aqui».
Exemplo fictício. A Marta não é uma cliente e serve só para ilustrar o caso. Não estou a descrever resultados medidos.
Limites
Um site não substitui a presença nas redes se é lá que os teus clientes estão, e não aparece no Google de um dia para o outro. Também não vale a pena se não o vais manter minimamente actualizado: um site com preços de há três anos faz pior figura do que não ter site.
