Resposta curta
Uma boa página de serviços responde, de cima para baixo, a sete perguntas: o que fazes, para quem, onde, quanto custa mais ou menos, como funciona, porque confiar em ti e como pedir. Tem um só botão principal, repetido, e funciona bem no telemóvel. Tudo o resto é opcional.
Quem chega à tua página tem pressa
Muitas visitas chegam pelo telemóvel, vinda de uma pesquisa, de um perfil de Instagram ou de um link partilhado. Em poucos segundos a pessoa decide se ficou no sítio certo. Se a primeira coisa que vê é «Bem-vindo ao nosso site» ou uma fotografia sem texto, sai.
O objetivo da página não é impressionar. É responder às perguntas que a pessoa tem e tornar fácil o passo seguinte.
Os sete blocos
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O que fazes, numa frase
No topo, sem jargão: «Fisioterapia ao domicílio em Lausanne» diz mais do que «Soluções de bem-estar». Por baixo, o botão principal.
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Para quem
Uma ou duas linhas que digam a quem o serviço se destina. Quem se reconhece fica; quem não é o teu cliente percebe logo, e isso também te poupa tempo.
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Onde e quando
Zona que cobres, morada se atendes num espaço, horários ou prazos habituais. É uma das primeiras coisas que se procura e das mais esquecidas.
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Quanto custa, mais ou menos
Um preço, um intervalo ou um «a partir de». Não precisas de uma tabela completa, mas uma referência filtra os pedidos que nunca iam avançar e dá confiança aos que vão.
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Como funciona
Três ou quatro passos: pedes, eu respondo em X dias, combinamos, fazemos. Tira o medo do desconhecido.
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Porque confiar em ti
Fotografias do teu trabalho, avaliações reais, anos de experiência, certificações. Só o que é verdade e verificável.
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Como pedir
O mesmo botão do topo, agora com o formulário ou o contacto. Um só caminho principal; os outros (telefone, email) ficam como alternativa.
O que tirar
- Textos genéricos que podiam estar em qualquer site do teu ramo.
- Carrosséis de imagens que ninguém vê passar.
- Cinco botões diferentes com cinco destinos diferentes.
- Pop-ups a pedir subscrição antes de a pessoa saber o que fazes.
Cada elemento tem de responder a uma dúvida ou levar ao contacto. Se não faz nenhuma das duas, está a atrasar a leitura.
Detalhes que decidem
- Abre depressa no telemóvel, mesmo com rede fraca. Imagens pesadas estão entre as causas mais comuns de lentidão.
- Texto legível sem ampliar e botões que se tocam com o polegar.
- O formulário pede só o essencial e diz o que acontece depois de enviar.
- Contacto, morada e dados legais fáceis de encontrar no rodapé.
- A página diz a verdade: prazos que cumpres e preços que praticas.
Um exemplo
A Oficina Duarte é uma marcenaria imaginada para este artigo. A página antiga abria com uma fotografia de madeira e a palavra «Qualidade». A nova diz no topo «Móveis por medida e restauro na região de Friburgo», mostra seis trabalhos reais, indica valores de referência para três tipos de peça, explica os quatro passos do orçamento e termina com um formulário curto. É uma página só.
Exemplo fictício. A Oficina Duarte não é um cliente e serve só para ilustrar a estrutura. Não estou a descrever resultados medidos.
Limites
Uma página não traz visitas sozinha: ajuda quem já chegou a decidir. Para ser encontrada precisas de a partilhar, de a ligar ao teu perfil no Google e às redes, e de tempo. E se o teu serviço tem muitos públicos diferentes, uma página por público funciona melhor do que uma página a tentar falar com todos.
